Thursday, November 01, 2007

QUE HORAS SÃO??

A Igreja atualmente passa por um momento onde a centralidade desviou-se de Cristo, a igreja atual deixou o Teocentrismo das escrituras e se voltou para o homem e suas necessidades.


Uma grande semelhança à Igreja da Idade Média é percebida na Igreja do Século XXI: os velhos dogmas do Catolicismo foram substituídos por dogmas evangélicos; a tradição da Igreja Romana é substituída pela tradição imposta pela Teologia Relativista de nossa época, o velho sacerdote da Igreja Romana é substituído pelos "ungidos de Deus" de nossos dias.


O culto e serviço da Igreja não estão centralizados em Deus, dando a Ele louvor e honra e a gloria que lhe é devido, por sua imensa graça e amor para com nós homens miseráveis e pecadores, mas esta centralizada no próprio homem, em suas necessidades e desejos carnais, os quais desejam mais os bens deste mundo vil do que as riquezas da glória do Deus eterno.


Os cultos e sermões da Igreja atualmente estão recheados de expressões do tipo, "hoje sua benção vai chegar" ou "tome posse da vitória", ao final de cada culto após uma mensagem carregada de emocionalismo e carnalidade, centralizada no homem um apelo é feito, não por decisões por Cristo, até porque o centro das mensagens não é Cristo o Salvador, mas um cristo o curandeiro o deus o gênio da lâmpada, mas um apelo para que aqueles que desejam receber a oração do "ungido" venham até a frente crendo, "porque se não acontecer nada é falta de fé do fiel" para que o deus lhes de a tão esperada benção, o interessante é que as mesmas pessoas que foram domingo passado estão lá novamente.... "pão e circo" será mera semelhança?


Pragmatismo, legalismo, farisaísmo, egoísmo e uma apatia espiritual jamais vista, são as características predominantes na igreja cristã atual. Não culpo os fiéis destas Igrejas, pois desde o inicio de sua caminhada cristã estão sendo condicionados à esta ignomínia espiritual; o sacerdócio individual de cada crente novamente foi substituído pela dependência dos "ungido de Deus". Os fiéis são condicionados a viverem somente com leite, enquanto o alimento sólido é escondido, somente os "mestres" têm acesso e são aptos para compreender.


"Eclésia Reformata, Reformanda Est", a Reforma não pára! Deus pela Sua providência sempre levantou Reformadores e no Velho Testamento temos vários exemplos, Esdras, Neemias...; no Novo Testamento, João Batista, o apóstolo Paulo e o próprio Senhor Jesus Cristo..., os Pré-Reformadores do séc. XII, no século XV e XVI Reformadores como Lutero, Calvino, João Knox, os Puritanos dos séculos posteriores foram Reformadores e certamente em nossos dias o Senhor tem levantado Reformadores.


É muito bom lembrarmos do legado dos Cristãos Reformados do passado, mas também é preciso olhar para Igreja atualmente e termos consciência que ela precisa prosseguir se moldando ao padrão perfeito das Escrituras, precisamos orar para que Deus tenha misericórdia da Igreja Contemporânea e sustenha Reformadores para a Igreja atualmente.


Precisamos redescobrir a doutrina do sacerdócio individual de cada crente e a necessidade de batalharmos pela fé e a sã doutrina, ou seremos testemunhas de outro período negro da História da Igreja, pois ela esta caminhando a passos largos em direção oposta ao caminho proposto pelas Escrituras. Que Deus tenha misericórdia de nós !!!!

recebido por email

Wednesday, October 31, 2007

II Pedro 2 Comentado

Líderes apóstatas: devemos reconhecê-los e nos afastar

1 E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.


Aqui vemos que há falsos doutores hoje no meio da igreja, ensinando heresias, e na prática (mesmo que não de boca) negam a Jesus.

2 E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.

Aqui vemos que MUITOS seguem esses falsos mestres, imitam as suas práticas, e com suas práticas erradas blasfemam contra o Evangelho (porque carregam o nome do Evangelho, mas praticam coisas que o envergonham diante dos homens).

3 E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.

E com intenção de beneficio próprio, vão lucrar algo (mesmo que seja fama, vaidade alimentada, e não necessariamente dinheiro, mas esse também) com a ignorância e cegueira do povo.

4 Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;

Apesar de Deus perdoar pecadores, Ele não perdoa sempre, há várias pessoas que Deus não perdoa. Deus só perdoa quem se arrepende do erro e não vive mais nele.

5 E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;

Mas Deus destrói os que vivem no erro conscientemente.

6 E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;
7 E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis
8 (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, por isso via e ouvia sobre as suas obras injustas);

Deus livrou Ló e não o destruiu com a cidade onde vivia, porque Ló não se conformava com os erros das pessoas, Ló se incomodava profundamente TODOS OS DIAS. Ele não participava da comunhão dos que praticavam coisas erradas, ele era separado. Ele não era cúmplice. Se ele fosse ignorante sobre essas coisas ele não seria culpado, mas ele sabia o que era certo e errado, e uma vez sabendo disso ninguém tem mais desculpas para fazer vista grossa ao erro.

9 Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados;

Mais uma vez vemos que Deus não livra todos do castigo eterno, ele RESERVA os que procedem errado sem arrependimento.

10 Mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades;
11 Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.
12 Mas estes, como animais irracionais, que seguem a natureza, feitos para serem presos e mortos, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção,

Aqui temos uma pista, eles blasfemam do que não entendem. Um cristão deve falar do que entende e que aprendeu com a Bíblia, e do que não entende não deve pregar como se entendesse, porque corre o risco de blasfemar (ver v. 10-11). Aqui podemos citar a doutrina neo-pentecostal de batalha espiritual, o falar em línguas estranhas, receber revelação de Deus de forma subjetiva por impressões e coincidências, os "mistérios", etc; ninguém entende essas coisas de forma alguma, e as tentativas de sistematizar um entendimento são vagas e não tem clara base bíblica, muito pelo contrário. Alguns deles acusam os que discordam deles nessas coisas de racionalistas, porém basear pensamentos racionais na Bíblia não é ser racionalista de forma alguma, é ser bíblico. Racionalista seria alguém que gerasse doutrinas de sua imaginação. Mas o modelo bíblico sempre foi renovar a mente com a influência da Palavra, e não abrir mão da verdade absorvida.

13 Recebendo o galardão da injustiça; pois que tais homens têm prazer nos deleites quotidianos; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em seus enganos, quando se banqueteiam convosco;

Eles estão no meio da igreja verdadeira, espalhados como se fossem dos nossos, e o prazer deles está nas coisas naturais (mesmo que pareçam espirituais) que geram pra eles glória própria ou prazer no ego ou na carne.

14 Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição;

Eles conduzem pessoas indecisas no engano, tem interesses pessoais envolvidos e seu amor é falso (que é adultério também).

15 Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça;

Eles estavam no caminho certo uma vez. Eles talvez até "aceitaram Jesus", usam a Bíblia e são chamados de crentes. Mas se desviaram do caminho certo. Até certo ponto eles nos acompanham, mas chega uma hora que o Evangelho continua e eles fazem a curva na direção de coisas confusas ou carnais.

16 Mas teve a repreensão da sua transgressão; o mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta.
17 Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva.

Eles não tem nada de valor real para oferecerem, eles não tem verdade bíblica, que é o pão do crente verdadeiro. Seus seguidores morrem de fome e sede. Eles oferecem coisas passageiras e de origem natural mas corrupta (massagem no ego, justificação/desculpas de erros, vaidade espiritual, etc).

18 Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro,

Mas eles com palavras arrogantes (quando Deus falou com Moisés, Ezequiel, Paulo, todos pensaram de si mesmos como vermes diante de Deus, esses recebem palavras reveladas de Deus como se fossem co-deuses) conseguem convencer, alguns que já estavam de saída por causa da falta de alimento verdadeiro, a ficarem mais, mimando as concupiscências deles (ego, vaidade, cobiça, preguiça, carência de atenção, cargos na igreja). O que atraí seus seguidores não é nenhum tipo de verdade pregada.

19 Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.

Verdadeiros crentes se consideram escravos da justiça, servos de Deus, e nunca livres de tudo. Esses se sentem até livres da verdadeira Palavra de Deus, já que podem receber instruções Dele através de seus sentimentos, impressões e situações do cotidiano.

20 Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro.

Esses são piores do que incrédulos que nunca foram expostos ao conhecimento da verdade. Esses ouviram a verdade, a receberam mas se desviaram mesmo permanecendo no meio do verdadeiro povo de Deus, e as vezes sendo líderes de grandes grupos evangélicos.

21 Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;
22 Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama.

Devemos nos afastar totalmente de líderes com essas características. Não podemos colocar nossas vidas em risco pensando que Deus ainda tem um propósito para nós sob a autoridade e influência de um apóstata. Devemos buscar líderes fiéis à Palavra de Deus que possam oferecer real alimento espiritual, e não alimento pra emoções, vaidade, e a carne... essas já tem suficiente alimento na nossa própria natureza caída.

Tuesday, October 23, 2007

ANÁLISE DO MANUAL USADO NO ENCONTRO COM DEUS

Antes de começarmos a análise do chamado "manual sagrado" (sic), manual utilizado pelos falsos mestres que dotam o sistema G12 em suas igrejas, precisamos compreender que existem hoje infinitas variações do sistema, um sistema que se utiliza da prática dos pré-encontros, encontros e pós-encontros.

Ao observarmos atentamente o aspecto das variações podemos concluir que são expressões adaptadas do sistema G12 para satisfazer as vaidades dos seus organizadores. Podemos ver claramente que a malignidade permanece e ainda é mais profunda, pois para agregar pessoas que não aceitariam todo o conteúdo do G12 original, fazem reformulações, ridículas e maliciosas e formatam tudo ao bom gosto do "cliente".

É mantido o nome "G12" ou "encontro com Deus", para que o efeito do marketing já existente seja efetivo para os seus intentos egocêntricos e inescrupulosos.

Para se ter uma idéia do que falamos aqui, observe isto: no G12 original é praticada a regressão com o intuito de buscar a cura espiritual ou emocional (prática absolutamente anti-bíblica), com os adaptadores a situação muda, eles dizem que não praticam a regressão, porque o processo (manipulativo ou hipnótico) começa levando a pessoa a "visualizar" o dia da sua concepção e vem passando através dos anos até que chegue nos dias atuais, logo, afirmam eles, não é regressão, pois não é dos dias atuais para tráz. RIDÍCULO!!!

Mas conseguem causar muitos estragos nas mentes e corações porque junto a tudo isso se impõem como homens e mulheres com uma espiritualidade superior, esmagando qualquer possibilidade de alguém duvidar dos seus métodos diabólicos.

Como são, todos eles politicamente corretos (veja o texto anterior para compreender melhor), não aceitam outros posicionamentos que venham a confrontá-los e para evitarem argumentações e não terem que debater para provar as suas crenças, se utilizam de recursos escusos, de politicagem e chantagem para manterem-se no meio cristão, não tendo nenhuma característica de homens ou mulheres de Deus.

Dentre as suas diversas características e práticas que podemos encontrar na Palavra de Deus, gostaria de listar apenas algumas, e voce mesmo poderá tirar suas próprias conclusões quanto ao seu líder espiritual!!!

01. Heresias destruidoras
02. Práticas libertinas
03. Infâmia ao caminho da verdade
04. Movidos por avareza
05. Comercializam vidas
06. Arrogantes
07. Se regalam em suas mistificações
08. Engodam almas inconstantes
09. Corações exercitados na avareza
10. Prometem liberdade, sendo escravos da corrupção
11. Cão que volta ao vômito

Com isso iniciaremos esta semana uma análise de cada ponto relevante do manual, com o intuito de destruir tanto esta heresia como os seus efeitos.

Próximo post serão as análises que já haviam sido divulgadas.

Wednesday, October 17, 2007

A CLAUSURA DA APOLOGIA

No século XXI vivemos a era da informação, rápida, precisa e obediente a ciência se desenvolve proporcionando ao homem uma enorme quantidade de informações, sem se preocupar com a qualidade destas mesmas informações.


Nasceu com isso o que podemos chamar de "a era da abundância de heresias", provocando com isso o avanço, tão incrível, da apostasia.


A apostasia é uma "velha companheira" da igreja cristã, pois nasceu alguns segundos depois de Jesus ter fundado a Sua igreja. Com isso podemos dizer que esta "senhora", hoje em sua maturidade, pode ser encontrada em todas as áreas da existência da igreja, ela tem seus tentáculos bem posicionados, fortes e muitas vezes atraentes para os famosos "espíritos enganadores" (pastores, missionários, e líderes em geral das igrejas) que são dirigidos e alimentados pela apostasia.


Por causa dela desde o princípio também surgiram os apologetas, homens e mulheres que se dedicaram a lutar contra esse mal que assola a igreja. De maneira geral os apologistas destinam os seus argumentos contra a apostasia, porém na sua face exposta, onde se encontram as seitas pseudo-cristãs, que estão ali para isso mesmo, ou seja, para servirem de "boi de piranha" (o boi velho e doente que é lançado no rio para atrair as piranhas enquanto o rebanho passa seguro, salvo e desapercebido).


O ponto é que o "rebanho" que passa desapercebido, quando se trata de apostasia é extremamente perigoso e profundamente malígno.


Antes, porém, de entrarmos neste ponto, é bom que fique esclarecido que todo movimento ou ação da apostasia, nasce dentro da igreja cristã e permanece ali, as vezes por anos, consumindo energia dos crentes, mas principalmente se alimentando das falhas morais e de caráter das pessoas, para então possuí-las, sem que percebam o seu estado mental e espiritual, que passa a ser deplóravel e repugnante.


Voltando, agora, para o ponto central do problema, vemos, hoje em dia com mais evidência, a mais bem elaborada estratégia do espírito da apostasia no meio cristão que é:


O SUFOCAMENTO DA APOLOGIA
PARA O REINADO ABSOLUTO DA POSTURA DO
"POLITICAMENTE CORRETO"



Postura essa assumida convictamente por muitos líderes cristãos.


Em nome desta diabólica postura, pastores e líderes das igrejas cristãs, abrem mão de assumirem um posicionamento bíblico, por causa de uma enorme rede de interesses escusos, sejam poder, crescimento, manipulação, entre outros, buscando sempre benefícios pessoais.


O advento do "politicamente correto" vem atrelado ao relativismo, companheiro indispensável para o êxito do líder em seus projetos mal-intencionados ou egocentrados.


Através do relativismo toda e qualquer heresia pode ser considerada verdade, basta que se consiga mostrar que em outra perspectiva, e com certos ajustes (principalmente de textos bíblicos fora de contexto) tudo fica bem parecido com a verdade absoluta do Evangelho.


Neste ambiente, criado pela apostasia, nunca caberá qualquer argumento apologético, porque a defesa de uma posição como sendo a única verdade provoca manifestações contrárias, tais como: "traz divisão, mal estar, tristeza, etc etc". Porém o desconforto sentido pelos "politicamente corretos" mostra nas entrelinhas uma preocupação deles com a destruição das suas maquinações e a exposição de suas idéias heréticas, podendo causar-lhes a impossibilidade de continuar o seu ministério de engano e morte.


Na história da igreja os apologistas foram mártires, homens e mulheres que não se venderam e nem se desviaram da Única Verdade, alguns deles foram assassinados fisicamente, mas não podemos esquecer que muitos foram "mortos" sendo desprezados, sendo chantageados, sendo traídos, sendo abandonados, sendo aprisionados, sendo perseguidos de muitas formas.


Carregar as marcas da fúria dos "politicamente corretos" glorifica a Deus, porque testemunha o desejo e a decisão de não se corromper, nunca, mesmo que seja para viver só.

Thursday, August 16, 2007

A falácia da liderança visionária


O líder cristão é um visionário — um criador e articulador de visão. Ele é capacitado para formatar e comunicar uma visão com clareza. Ele sabe como motivar os membros da Igreja a assumirem uma visão rumo a um alvo bíblico e desejável.


Esse é o paradigma atual sobre liderança, difundido na literatura e em diversos eventos cristãos. No contexto do evangelicalismo episcopal, isso pode ser acolhido sem dificuldades. O problema é abraçar essa idéia no âmbito da liderança bíblica conciliar.


  • Se a Igreja é corpo sacerdotal e o pastoreio do povo de Deus é uma tarefa compartilhada, como imaginar a figura de um líder da visão?
  • Se, diferentemente dos tempos do Antigo Testamento, Deus “é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Ef 4.6), por que a Igreja precisa de um líder visionário?
  • Se o Novo Testamento apresenta as igrejas locais sendo governadas por presbíteros eleitos pelo povo, onde encontramos, em Atos ou em qualquer epístola apostólica, a figura do líder da visão — o líder que se sobressai, que está sobre os outros, como canal exclusivo da iluminação e direção divina?


Enquanto caminhamos com a Igreja, é tentador imaginar que podemos nos destacar sobre os demais, considerar o ministério (o termo “ministério” significa serviço) como uma posição de poder e confundir autoridade espiritual com superioridade hierárquica. Somos inclinados a nos esquecer de que fomos chamados para a cruz, e que a Igreja é o instrumento divino para nossa santificação e trabalho humilde.


A Igreja é, ainda, corpo comum, a comunhão dos santos. Nela eu sou abençoado pela graça divina ministrada por meus irmãos e irmãs. Nesses termos, os presbíteros regentes são coiguais (uma palavra preciosa, destilada da doutrina da Trindade) e os membros da igreja não são meus subordinados. Fui vocacionado para nutri-los com a Palavra e os Sacramentos, enquanto sou por eles ajudado em vários aspectos de minha própria peregrinação cristã. Não sou um líder da visão, mas busco discernir o que Deus está realizando em nosso meio, o que ele nos orienta pela Escritura e como devemos responder a ele, aqui e agora. Nesse processo, assumimos alvos e trabalhos juntos. Não se trata, porém, de uma liderança visionária, e sim de uma liderança compartilhada, orientada pela fé, lastreada na Palavra de Deus e regada pela vivência da graça.


O modelo de liderança visionária é ótimo para os negócios, pois confere dinamismo às organizações que precisam adaptar-se constantemente ao mercado cada vez mais globalizado e, por conseguinte, mutável. Na esfera religiosa, produz grandes estruturas “ministeriais” — instituições ditas cristãs que crescem explosivamente, da noite para o dia. Atrai os holofotes e conquista espaço na mídia e no imaginário popular. A questão, porém, é se isso, de fato, corresponde à Igreja do Novo Testamento.


Compreendo os que, de boa vontade, assumem esse paradigma. Eu mesmo já fiz parte dessas fileiras. Hoje a Igreja onde sirvo a Deus mantém uma declaração simples de missão e visão, como registro das definições bíblicas de nossa identidade e serviço. Nada mais. Abandonei de vez a falácia da liderança da visão. Oro para que Deus me mantenha firme, até o fim, ao modelo da liderança pastoral estabelecido pelo Senhor Jesus Cristo.


Rev. Misael Nascimento

Saturday, June 09, 2007

Orgulho bestial


Se o governo promovesse a Marcha do Orgulho da Fornicação, para jovens que se orgulhassem de ter perdido a virgindade, ou a Marcha do Orgulho Adúltero, para homens que se orgulhassem de ter traído suas mulheres e vice-versa, seria um absurdo, obviamente.


Mas a Marcha do Orgulho Gay, que ele patrocina,
é pior do que isso.


Mais grave do que os vícios que atentam contra a castidade,
são os vícios que contrariam a própria natureza.



O adultério e a fornicação, por abomináveis que sejam, respeitam a complementaridade dos sexos, são realizados entre homem e mulher, de maneira natural.

O que está errado na fornicação e no adultério é o tempo ou a circunstância em que o sexo é praticado: antes do casamento ou fora do casamento.



Agora, um pecado contra a natureza tem uma gravidade especial. É o caso do homossexualismo. Ele não respeita nem mesmo o ato, que, em si, já é antinatural:

não há complementação física, nem fisiológica, nem psicológica entre dois homens e entre duas mulheres. A união entre eles é estéril, não produz absolutamente nada. E como os princípios da natureza fundam-se sobre os princípios da razão, como ensina São Tomás de Aquino, o homossexualismo promove a corrupção da natureza, que é a pior de todas as corrupções.



O governo, ao escolher exatamente isso para glorificar, parece que está querendo esmagar completamente a família. E ainda não estamos no fim. Porque, segundo São Tomás de Aquino, o maior pecado contra a natureza não é o homossexualismo, mas a bestialidade, a conjunção carnal com animais, porque, nesse caso, não se respeita nem a espécie.


Não se espante se, num futuro não muito distante, houver pessoas querendo se casar com animais
em cartório.


Nesse dia teremos a Parada do Orgulho Bestial
e o governo criará a Lei da Zoofobia para incriminar aqueles que falarem mal da conjunção carnal entre seres humanos e animais.


Esse ódio à vida, à família, à sacralidade do sexo, à fidelidade conjugal é um poço sem fundo.

pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Thursday, May 17, 2007

PENSAR??? CRER???

Nosso povo é treinado para não pensar.


Pensar tornou-se uma espécie de “pecado mortal”.

Se usar a mente é pecado sem perdão, questionar, então, é a própria encarnação do mal. Vejo uma mensagem silente (às vezes nem tanto) camuflada em alguns

super-pastores-apóstolos-bispos-semideuses
:


Sou inquestionável... a única coisa que resta a você, pobre mortal pecador, é ser uma cópia de mim... este super-homem-divino”.


E o amém não é dado com palavras, mas com vidas... vidas-secas... vidas-cópias.

Crer hoje é sinônimo de repetir os chavões que se aprendem e proliferam em nosso meio.


Crer é o mesmo que repetir as frases de efeito que “manipulam” céus e terra. Crer é usar as palavras de ordem que movem o braço de “deus” ao sabor de quem manda, na terrível inversão de valores a que somos submetidos.


A liberdade que Cristo nos dá é roubada descaradamente pelos líderes que procuram copiar suas pobres imagens em seus ensandecidos discípulos.


O que mais me dói é que muita gente sincera se deixa enganar por esses manipuladores... gente sem alma, que se alimenta das almas de suas “ovelhas”, que para nada mais servem senão alimentarem suas estatísticas “comprovadoras” do mover de Deus.

Afinal o que é "Célula-tronco" ??


Célula-tronco é um tipo de célula capaz de se diferenciar e constituir diferentes tecidos do corpo humano.


Isso significa que uma célula-tronco pode se diferenciar para uma célula nervosa (neurônio), ou uma célula cardíaca, ou uma célula da pele, ou uma célula do fígado, entre outros órgãos. A outra capacidade que essas células têm é de se auto-replicarem. Isso significa que elas podem gerar cópias idênticas a elas mesmas.


Como elas surgem?


Essas células surgem da fecundação do óvulo pelo espermatozóide.
Ou seja, quando há a concepção de um novo ser humano.


É muito fácil entender. Quando ocorre a fecundação forma-se uma célula primordial, o zigoto. A partir desse momento essas células passam por sucessivas e inúmeras divisões. Isso significa que essa única célula se divide em duas, depois cada uma dessas se divide em quatro, depois em oito, em dezesseis, em trinta e duas células e assim sucessivamente. Até que, nove meses depois, temos um bebê pronto para nascer.


O espetacular desse processo é que no início havia uma única célula. À medida que esse processo vai se desenrolando, a quantidade de células vai aumentando e elas vão se diferenciando e se transformando nos 216 tecidos que formam o corpo humano.


Pegue agora sua Bíblia e leia o versículo do Salmo 139:16! Queria saber como foi que o salmista chegou a essa conclusão?

PENSANDO......

No Brasil há cerca de 20 mil embriões congelados, que não serão usados para fertilizar nenhuma mulher e que, em aproximadamente 3 anos, serão completamente descartados (vale lembrar que esses embriões só estão congelados por que casais inférteis buscaram auxílio nas clínicas de reprodução assistida).


Para não usar de eufemismos:
esses embriões serão jogados fora!



Só pra apimentar a conversa:
são 20 mil embriões que, se implantados em 20 mil mulheres
poderiam gerar 20 mil crianças!



Retomo a pergunta :
esses 20 mil embriões são seres humanos ou não?



Se não são humanos, então
podemos utilizá-los nas pesquisas como se usássemos células sangüíneas.


Podemos tirar alguns mililitros de sangue de uma pessoa, utilizar em pesquisa e essa pessoa doadora não perde a sua vida por causa disso.

Se não são humanos, então
não infringiremos nenhuma lei, pois não mataremos nenhum ser humano.


Agora, se considerarmos esses embriões como humanos legítimos, não em potencial,
aí teremos que repensar o valor das nossas pesquisas.


Se esses embriões são seres humanos, eles têm direito à vida e, portanto, ao usá-los nas pesquisas, estaríamos negando esse direito a eles.


Por isso é que acho de fundamental importância sabermos
nos posicionar quanto à pesquisa com células-tronco.


A ciência, muitas vezes, é um caminho sem volta e, em vez de ajudar, pode criar traumas e problemas seríssimos. A sociedade precisa discutir e aprofundar esse tema urgentemente.


Um ginecologista e vereador em São Paulo, numa das conversas que tivemos sobre isso colocou um exemplo que ilustra bem isso. Há algum tempo atrás, os casais só sabiam o sexo da criança na hora do parto. Com o aparecimento do ultra-som, podemos saber o sexo da criança muito tempo antes do parto. Ninguém nega que o ultra-som seja um avanço. Entretanto, o exame pode acusar um criança anencéfala, fadada a morrer logo depois do parto.


Pronto, agora temos um problema, e sério:
o que o casal vai fazer? Veja, a frustração do casal começa imediatamente. Mantém a gravidez? Tiram a criança antes? Será que vão tentar outra gravidez? Será que devem adotar uma criança? Será que devem procurar a inseminação artificial? Será que o casal tinha estrutura psicológica para receber um resultado desse? Como que o ginecologista conduziu o caso?


Essas são questões que não existiam há 50 anos atrás. Elas existem agora e precisamos discuti-las!


Há quem pense da seguinte maneira:
“Bem, já que os embriões existem e serão descartados,
seria mais digno que fossem utilizados para pesquisas científicas”.


Então, por que não pensar a mesma coisa para pessoas que se encontram em estado vegetativo, tal como Terri Schiavo se encontrava? Bem, ao perder suas faculdades mentais, Terri não apresentava mais sinais vitais no cérebro, mas foi mantida viva, ligada a aparelhos que a alimentavam e cuidavam de seus parâmetros metabólicos.


Ora, se Terri Schiavo já não mostrava sinais de autoconsciência, quanto mais um embrião que ainda não desenvolveu o sistema nervoso central! Será que é por isso que muitos cientistas consideram o início da vida apenas quando o sistema nervoso central está formado,
lá pela 20ª semana de gestação?


Terri Schiavo não tinha consciência e nem se expressava, mas Christopher Reeve estava consciente e se expressava, apesar de ter ficado tetraplégico! Ainda vivo, o físico Stephen Hawking, se comunica apenas de modo digital e também vive de modo vegetativo.


Será que a vida é mesmo alguns sinais elétricos emitidos pelo córtex cerebral e captados pelos aparelhos mais modernos de
ressonância ou tomografia?


Será mesmo que a vida começa quando esses sinais elétricos
são captados na 20ª semana de gravidez.


Tem um ditado que diz que enquanto houver vida, há esperança.

Para o cristão, a esperança advém da morte de Jesus Cristo.


Marcos David Muhlpoitner

Where is God???

People talk about getting God back into government and public schools, but

what about getting God back into our churches??



For all of the progress attributed to modernity, a business comes attached that threatens to compromise our worship.

Today we tend to add extraneous human and technological touches to our church gatherings that leave less room for the timeless touch of God.



A lot of churches in America have become like
the superstore down the street.


They desire to be efficient, offer a dizzying array of products, and be smooth at the checkout lanes; but there's a little if anything thar transcends the ordinary.

There's no awareness or focus on
the presence of God in the place.




Perhaps what we need now is a reformation of worship, a whole new understanding based on Scripture of what it means to draw close to God.


We need to grasp that when we give our heart to God,
He in turn shares His heart with us.


When we have genuinely worshipped him,

we leave the service having made
a wondrous exchange.



Pr. Steve Gains

Pregadores e financiadores do anátema

Muitas vezes, eu fico pensando o que o apóstolo Paulo faria se ele tomasse ciência daquilo que os pregadores modernos fazem com o evangelho. Eu posso ter uma idéia do que ele faria, ao ler as coisas que ele escreve aos crentes da Galácia. Ao receber as notícias de que aquilo que ele havia pregado, com tanto sofrimento, estava agora sendo deturpado por pessoas falsas, ele fica perplexo e, creio eu, possesso de raiva. Sua carta àqueles crentes expressa seus sentimentos e ela não é nada simpática.


Ele os chama de loucos por darem ouvidos a uma pregação que desviava a atenção do verdadeiro evangelho de Cristo. Quanto aos pregadores ele os chama de agitadores, ou seja, pessoas que amedrontam e horrorizam seus ouvintes. Apoderam-se das mentes das pessoas através do medo e da manipulação.


Hoje, temos dezenas desses pregadores por aí, mas, estranhamente, desenvolvemos um tipo de gentileza para com essas pessoas que não é nada saudável ao evangelho. O tão propalado "politicamente correto", que se alastra pela sociedade, é muitas vezes nocivo à verdade do evangelho. O maior problema com os pregadores do anátema é o recado solene de Paulo dizendo que aquele "evangelho" não é o evangelho de Cristo. Eles estão pregando uma coisa que não pode ser chamada de evangelho e se não é evangelho é tão somente, então, uma mensagem qualquer. Pode ser uma mensagem de auto-ajuda, alívio, bem estar social, harmonia interior. Faz bem à alma, mas não é o evangelho de Jesus Cristo.


É uma pregação maldita e amaldiçoadora. Os que ouvem não podem alegar ignorância, dizendo que o problema é do mensageiro. Não é tão simples assim. O problema é também daqueles que financiam esse tipo de pregação, pois dão seus dízimos e suas ofertas para que essa espécie de pregador continue na ativa. Podem estar certos que cairão tanto o pregador como os ouvintes. Alegar ignorância não anula a responsabilidade. Mas o pior de tudo é pensar nessa multidão de gente que está indo para o inferno, pensando estar ouvindo e seguindo o evangelho de Cristo quando, na verdade, está seguindo e financiando o anátema.


Que o nosso Deus tenha misericórdia do seu verdadeiro povo na Terra!


Antonio Carlos Barro